IRINA

SÉRIE PARA TV E STREAMING COM 08 EPISÓDIOS DE 50 MINUTOS. ROTEIRO ORIGINAL WALTHER NETO AMBIENTADA na AMAZONIA DO SECULO 19

ARGUMENTO

 

A série conta a saga de Irina Pozdnyakova.

Uma menina russa que se casa por correspondência em 1895 com Francesco Montanari.

Seringueiro de origem italiana, que veio para o Brasil nos anos de 1880, na onda da imigração italiana para as Américas. 

Ele desembarcou na região de Belém navegou ate Manaus e comprou terras na beira do Rio Solimões para explorar a borracha.

Um novo produto que prometia um futuro de riquezas.
Irina chegada em Manaus, no ano de 1895 e é recebida por Ku Yu.

 Índio da Etnia TIKUNA que a levará numa viagem de 10 dias pelo rio Solimões até seu marido. 

Sua aventura na nova terra começa com gente diferente que fala uma língua que ela não entende. 

Dessa maneira e usando roupas inadequadas para o ambiente, ela chega ao seu destino para enfrentar um futuro desconhecido. Uma cultura diferente e a dificuldade de se entregar a um estranho que vive isolado no meio da selva amazônica, cercado por índios Tikunas, um povo amigável que enfrenta junto com Francesco, os barões do Seringal e as adversidades da Floresta.

• PERSONAGENS

 

• IRINA POZDNYAKOVA

Russa de Saratov, perto do Baixo Volga, uma região de onde já tinham vindo imigrantes para o Brasil, em 1877. 

Ela morava com a avó, que lhe deu uma boa educação, desde que seus pais tinham vindo para o Brasil. 

Adorava esportes, nadava muito bem pelos rios da região, era atleta e adorava correr e competir com amigos da escola.

Sentia saudades de seus pais e esperava reencontrar sua família algum dia mas não sabia quando, ela havia recebido apenas uma única carta deles, que chegaram no Brasil e que tudo estava bem. 

Com a morte da avó, aos 17 anos, ela não tinha mais nenhum parente vivo e decide ir atrás do único ponto de referência que lhe resta: seus pais e vê no casamento com Francesco, que ela conhecera apenas por foto a oportunidade para vir ao Brasil, a terra que prometia riqueza para os imigrantes e onde seria fácil achar seus pais. Em 1895 ela deixa a Rússia e segue para o desconhecido.

• FRANCESCO MONTANARI

Italiano da região de Veneto, seguiu o fluxo migratório italiano e veio para o Brasil em 1885. 

Era um engenheiro muito criativo, que acreditava na riqueza e nas promessas da terra nova. 

Desembarca em Belém e começa a trabalhar no comércio local, economizando durante anos e em 1892 segue para Manaus

em busca de um novo empreendimento, com dinheiro no bolso e a vontade de iniciar uma fazenda de Seringal. 

Compra terras próximas à margem sul do rio Solimões e conhece os índios Tikuna, com quem estabelece um bom relacionamento e inicia a produção de borracha.

Muito criativo e isolado no meio da selva, seus métodos e a forma como trata os índios da região provocam descontentamento nos Barões da Borracha que começam a importuná-lo para comprar suas terras. Sentindo-se sozinho, ele decide casar-se com Irina em 1895 e encarrega seu amigo e braço direito  o índio Ku Yu, de buscá-la em Manaus pois não pode afastar-se da fazenda com medo de invasões e sabotagens dos Barões.

• JOÃO FLORÊNCIO SILVA  - “JOÃO DO VAPOR”

É um brasileiro que viveu na infância os horrores da guerra.

Seus pais foram mortos na guerra do Paraguai,  sem parentes ele inicia uma migração dentro do país seguindo as tropas vencedoras para São Paulo, onde chega com 12 anos e vive nas ruas até conseguir um emprego nas companhias de café. 

Depois entra para a Marinha Mercante e viaja levando o café para portos europeus. 

Um dia, ele desembarca em Belém para viver uma nova aventura no rio Amazonas. 

Vai tentar a sorte em Manaus e no início dos anos 1890, com 30 anos, compra um pequeno barco a vapor para trabalhar no transporte de  pessoas e no abastecimento de toda a região do baixo Solimões. A cada 15 dias vai a Manaus de onde traz notícias atualizadas, mantimentos, remédios e outras mercadorias que vende e troca em toda a região. 

Seu barco é o único veículo de informação do mundo exterior para Francesco e Irina. 

Homem simples, honesto e muito amigo de Francesco a quem ajuda no início da fazenda que se encanta com a beleza e simplicidade de Irina.

• KU YU

É um jovem da tribo Tikuna. 

Ele acredita que seu povo, que tem uma história de guerras e perseguições de outros povos indígenas, precisa conviver com os brancos. 

Os senhores da Borracha usam seu povo para extrair o látex mas tratam todos como inferiores. 

Ele encontra em Francesco um amigo, uma pessoa que respeita seu povo, encanta-se com suas tradições e a sabedoria dos anciões da tribo. 

Profundo conhecedor da floresta e exímio pescador, ele e sua avó Ca Uam, a Xamã da tribo, ajudam a todos. Conhece pouco o português mas se comunica muito bem com Francesco, por isso recebe dele a missão de trazer Irina para a fazenda e vai junto com sua avó buscá-la em Manaus.

• CA UAM

É uma anciã e Xamã da tribo Tikuna que conhece os segredos da selva e possui uma sabedoria universal. 

Ela encontra em Irina a filha que a morte tirou muito cedo de seus braços. 

Seu filho, TI KUAM é o cacique da tribo e pai de Ku Yu. 

Ela tenta entender as mudanças que o mundo moderno traz para seu povo, defende suas tradições, acredita que todos podem viver em harmonia, que a floresta é rica e pode sustentar a todos e considera Francesco uma pessoa de bom coração. 

Ca Uam torna-se uma mãe para Irina e mesmo sem entender e falar sua língua, ajuda a jovem em sua adaptação à nova realidade, enquanto vai aos poucos ensinando a ela o dialeto indígena. 

• PERSONAGENS DE APOIO:

TI KUAM É O CHEFE DA TRIBO

ANTÔNIO DOS SANTOS, BARÃO DO SERINGAL

ZÉ DO MATO, CAPATAZ DE ANTÔNIO

ÍNDIOS E FIGURANTES DA CIDADE DE APOIO.

1a Episódio

Narra a chegada de Irina ao Brasil. Ela não tem noção de onde está e do que acontece à sua volta. Desembarca no movimentado porto de Manaus ainda vestida com roupas russas, sem falar português e assustada com as pessoas diferentes e o universo a sua frente. 

É recebida por KU YU, que a reconhece pela foto que tem nas mãos, dirige-lhe um olhar simpático mas pega suas coisas e sai andando sem dizer nada. 

Irina não sabe o que fazer e segue  KU YU enquanto seu coração é invadido ao mesmo tempo por sentimentos contraditórios como arrependimento, medo, desespero, curiosidade, ansiedade e esperança. 

Seguem para o porto onde encontram um jovem simpático e falador – João do Vapor - está carregando seu pequeno barco com diversas mercadorias. Ajudada por KU YU, ela entra no barco assustada e é levada para uma cabine pequena e simples onde há uma cama. É a cabine de João do Vapor, que ele empresta para ela viajar com um pouco mais de conforto. Inicia-se a viagem de 10 dias pelo rio Solimões e Irina começa a descobrir um novo mundo, com nova comida, diferentes pessoas e costumes e um rio sem fim pela frente. Devagar, ela vai substituindo as roupas pesadas e apropriadas ao clima russo por roupas mais simples e mais leves. Encanta-se com todas as novidades que encontram pelo caminho, conhece e tenta comunicar-se com os povos ribeirinhos e descobre que todos, velhos e crianças, dormem juntos em redes no barco. Aprende a comer e sentir sabores diferentes, vai nadar no rio e sua habilidade como nadadora surpreende a todos. O episódio termina na chegada de Irina nas terras de Francesco que está ansioso à sua espera na beira do rio.

2a Episódio

Irina conhece enfim seu marido, que a recebe com festa, insegura e sem saber como reagir ela acompanha Francesco quando ele diz que vai levá-la onde todos esperam ansiosos para conhecê-la. Ca Uam recebe a jovem e enquanto coloca suas coisas no lugar, vai falando sem parar e contando detalhes da vida na fazenda, como se ela entendesse alguma coisa. Sentada na cama, Irina olha para a índia balançando a cabeça algumas vezes para demonstrar interesse, mesmo sem entender nada do que ouve. Depois Francesco a leva para um passeio e vai mostrando os lugares pitorescos da fazenda e contando fatos e histórias interessantes da vida no local. Irina caminha ao seu lado concordando com tudo. Era um dia cheio de novidades para  ela. Pela primeira vez em mais de 10 dias pode tomar um banho, mesmo sendo com canecas, arrumar-se toda para a primeira noite em sua casa. Após o jantar muito formal e com tudo de bom e melhor que Francesco conseguiu para ela, seguem para o quarto. Assustada e sem saber o que fazer, ela tem sua primeira noite como mulher. Francesco, muito calmo e educado, mas também sem jeito, aproxima-se calmamente de Irina. (Obs. A cena é bem escura e com pequenos detalhes, intenções e closes para que o telespectador entenda que o casamento foi consumado).

O episódio termina com um close de Irina deitada na cama, ao lado de Francesco, segurando a foto de seus pais. A câmera vai se afastando enquanto mostra em seu rosto um misto de medo pelo desconhecido mas também de alegria. Ela não se sente invadida na sua primeira noite, sabia dos seus deveres como mulher e está feliz por estar ali  mas, ao mesmo tempo, sente medo do que representa esse novo lugar e saudades da família que ela não sabe se conseguirá encontrar.

3a Episódio

Começa a primeira cena com a corrida de um pequeno índio Tikuna pela floresta, passando por lugares maravilhosos e por várias pessoas, até chegar em Francesco para avisar que alguém está chegando. Francesco entra apreensivo em casa, pega seu revolver e sai. Irina está na cozinha com Ca Uam, tentando entender o que ela fala. Preocupada ela vai até a janela para ver o que está acontecendo mas só consegue ver o marido e mais algumas pessoas dirigindo-se para o rio. O visitante é Antônio dos Santos, um Barão do Seringal local, que novamente tenta comprar as terras de Francesco. Os dois travam um diálogo pesado no rio deixando uma tensão no ar, mas Francesco age como manda a boa educação e convida o visitante para almoçar. Convite aceito, já em casa, o Barão é apresentado a Irina que não gosta da maneira como ele se comporta e se mostra arredia mas procura tratá-lo educadamente.

Antônio e Francesco conversam sobre amenidades e novidades do que está acontecendo no Brasil. Ele traz um Jornal que fala de uma guerra entre italianos e brasileiros em São Paulo e  trata os italianos como ratos europeus, que invadem o Brasil. A conversa segue tensa, com momentos de elogios e agressões por parte de Antônio, sempre insinuando que eles deveriam partir, principalmente agora que ele tinha uma bela esposa. A cena termina com os dois se despedindo na beira do rio e Antônio insiste mais uma vez com Francesco para aceitar sua proposta. Diante da recusa, ele chega a ameaçar veladamente o fazendeiro referindo-se aos mistérios e perigos existentes na floresta que poderiam atingir pessoas desprotegidas como ele já que não poderia contar com qualquer ajuda dos índios Tikuna, que eram muito passivos, em caso de perigo. 

O episodio segue mostrando o trabalho duro na fazenda e Irina começando a se integrar com todos. Feliz no casamento, ela aprende algumas palavras em português e no dialeto Tikuna. Sua amizade com Ca Uam e o amor entre ela e o marido vão ficando mais forte à medida que o tempo vai passando. Eles aguardam ansiosos a chegada de João do Vapor que traz mais novidades e um presente que Francesco encomendara para Irina: uma máquina de costura, tecidos e todo o material necessário para ela fazer suas roupas. Escondido dentro do pacote ela encontrou uma pequena caixa com duas alianças. Ela e o marido trocam as alianças como é costume nos casamentos religiosos observados pelos amigos que começam uma festa animada para comemorar o fato. O episódio termina nesse momento de felicidade para Irina que se sente verdadeiramente em casa, pela primeira vez.

O episodio segue mostrando o trabalho duro na fazenda e Irina começando a se integrar com todos. Feliz no casamento, ela aprende algumas palavras em português e no dialeto Tikuna. Sua amizade com Ca Uam e o amor entre ela e o marido vão ficando mais forte à medida que o tempo vai passando. Eles aguardam ansiosos a chegada de João do Vapor que traz mais novidades e um presente que Francesco encomendara para Irina: uma máquina de costura, tecidos e todo o material necessário para ela fazer suas roupas. Escondido dentro do pacote ela encontrou uma pequena caixa com duas alianças. Ela e o marido trocam as alianças como é costume nos casamentos religiosos observados pelos amigos que começam uma festa animada para comemorar o fato. O episódio termina nesse momento de felicidade para Irina que se sente verdadeiramente em casa, pela primeira vez.

 

 

4a Episódio


O episódio começa numa manhã em que Irina está nadando no rio com crianças indígenas. Ela ganha todas as apostas que faz com as crianças porque nada melhor e aproveita o momento para ensinar algumas técnicas de natação para os pequenos. Estão todos muito felizes. À noite, Francesco chega muito cansado do seringal. As chuvas tinham chegado e ele está todo molhado. Preocupada, Irina fica brava e o repreende, falando num misto de português, italiano com o dialeto Tikuna, que ele tem que se cuidar, prepara uma sopa de peixe e o coloca na cama.

No dia seguinte, quando acorda e vê que Francesco tinha saído muito cedo, ela vai sozinha, pela primeira vez, em direção à floresta para procurá-lo. Quando chega aos seringais, ela enfim vê como é o trabalho exaustivo dos seringueiros, mostrando como os seringueiros cortam os troncos das árvores e como fazem para recolher o látex que escorre. Após um longo tempo de procura, Irina encontra o marido muito cansado. Pede-lhe que volte para casa mas ele explica que precisa entregar sua primeira grande venda de látex para Manaus e que em alguns meses ele terá que ir de barco com João para entregar a carga. Fala para ela não se preocupar e voltar para casa. As chuvas voltam no final do dia. Francesco chega molhado e tossindo muito. Irina pede ajuda a Ca Uam, que prepara alguns medicamentos naturais, mas Francesco recusa-se a tomar, diz que está bem, que já passou pelo mesmo problema várias vezes antes, que as tosses são comuns e passarão logo. Vai para a cama e cai imediatamente no sono. No dia seguinte, novamente Irina está brincando com as crianças, correndo pela floresta, nadando no rio e aprendendo a falar e se comunicar com elas, quando Ku Yu chega correndo para chamá-la porque Francesco está passando mal. Eles saem correndo e encontram Francesco desmaiado na floresta, no meio dos seringais. Ela fica sem saber o que fazer mas a experiente Ca Uam pede aos índios que o carreguem até em casa. Irina está perdida, não sabe como cuidar dele. Ela e Ca Uam passam a noite toda acordadas vendo Francesco arder com febre muito alta, vomitar e tossir muito. A situação é crítica, seu pulmão está cheio de água. Francesco chama Irina, entrega-lhe alguns documentos e uma caixa, fala algumas coisas em italiano e desmaia. O episódio termina assim.

5a Episódio

O dia seguinte amanhece com a floresta em silêncio. Irina acorda, levanta-se da cadeira na sala, onde tinha dormido, e vai ver como está Francesco. Encontra-o deitado de lado, em silêncio e imóvel na cama. Pressentindo que algo está errado, ela não tem coragem de se aproximar mais e sai correndo à procura de Ca Uam que volta com ela para o quarto e se aproxima de Francesco o suficiente para constatar que ele não respira: está morto. Faz-se um silêncio absoluto. Irina fica em choque, sai do quarto e começa a andar sem rumo, Seu mundo desabou, não sabe o que fazer. Anda a esmo pela floresta até cair de cansaço e ficar em prantos se perguntando o que devia fazer, falando numa mistura ininteligível de português, russo e dialeto indígena. Tira do bolso a foto dos pais e fica ali, parada, olhando para eles totalmente perdida.   

Ca Uam a encontra e a leva para casa. Ela senta-se na sala e fica em silêncio. A notícia espalha-se. Ku Yu e alguns índios amigos chegam. Todos perguntam, querem saber como aconteceu. As vozes curiosas vão aumentando de volume até que ela solta um grito em russo: “Chega! Saiam todos!” Ela fica sozinha na casa, vai para o quarto, troca a roupa de Francesco, ajeita-o na cama, senta-se na cadeira ao seu lado e fica imóvel, olhando para o marido como se esperasse acordar de um pesadelo. O tempo passa lentamente e ela continua lá em silêncio. Os amigos observam a cena da janela. A noite chega mas não muda nada. Ela continua sentada, olhando para Francesco.

Na manhã seguinte, Ca Uam entra na casa para falar com Irina. Unidas pela dor, elas se entendem, trocam um longo abraço e Irina desabafa: finalmente sua vida estava boa, tinha um lar e começava uma família – estava grávida – e de repente perdeu tudo. Ca Uam ampara a amiga,  recomenda que ela não se preocupe com o enterro porque vai tomar todas as providências necessárias. A sequência é muito triste e mostra Irina perdida, sem saber como seguir. Terminamos o episódio com Irina sentada na sala, sozinha, na casa vazia.

6a Episódio

João do Vapor está chegando na fazenda de Francesco, feliz por trazer notícias e mantimentos mas percebe que há algo errado. Está tudo parado e ninguém vai recebê-lo. Andando em direção à casa ele encontra Ca Uam e fica sabendo que o amigo falecera. Dirige-se, então, ao local do seu túmulo para se despedir de Francesco. Pergunta por Irina e descobre que ela permanece há dois dias sentada na sala da casa, sem sair do lugar e sem falar com ninguém. Os trabalhos pararam, todos estão perdidos. 

João entra na casa e fala com Irina mas ela não responde. Decidido a tirá-la da apatia, ele não desiste e começa a preparar algo para ela comer enquanto vai contando sua história. Relata fatos que viveu quando criança, na guerra do Paraguai, a falta de comida, os mortos no rio, a pobreza, o desespero quando perdeu os pais na guerra e teve que achar um caminho para sobreviver, trabalhando como ajudante no pós guerra, carregando corpos, ajudando doentes até conseguir dinheiro e ir para São Paulo. Lá trabalhou primeiro nas fazendas de café, depois foi para a cidade trabalhar nas fábricas. O mundo estava mudando, a lei Aurea tinha abolido a escravidão, o Brasil deixara de ser Monarquia para tornar-se República, mas ele continuava sentindo um grande vazio, como se não fizesse parte de nada do que acontecia no país. Entrou então para a Marinha mercante e trabalhou nos barcos que levavam café para a Europa e paravam em Belém. Um dia, ele desceu do barco e iniciou uma aventura no grande rio Amazonas. Tudo era novo, tudo para desbravar e ele ficou trabalhando nos barcos da região até comprar seu barco. Conheceu Francesco, tornaram-se amigos e ele decidiu que ali seria sua casa. 

O lugar onde tinha nascido estava muito longe e ele não estava mais perdido, não estava mais só, não dependia de ninguém, era o dono do seu destino. Irina ouvia atentamente sua história, começou a entender o que ele falava e comeu a sopa que ele preparou. João termina dizendo que ela também não está só, é dona do seu destino e pode planejá-lo como quiser. Retira-se e a deixa sozinha. Logo em seguida, ouve-se o ruído do motor da máquina de costura. O dia termina. João estende uma rede e dorme. Na manhã seguinte, quando João acorda, Ca Uam e alguns índios estão na frente da casa. A maioria dos trabalhadores tinha ido embora por acreditar que estava tudo acabado e os que ficaram não sabiam o que fazer, precisavam receber pelo seu trabalho mas o patrão não estava mais ali. De repente, a porta se abre e Irina aparece com uma roupa diferente, mais adequada à região. Olha para todos e num português enrolado, anuncia que nada irá mudar. Eles vão receber o pagamento acertado com Francesco. Ela pega os materiais e se dirige sozinha para o seringal, mas os índios não acreditam que uma mulher frágil, com mãos de seda (achar uma planta para fazer uma analogia), esteja preparada para o trabalho duro. Alguns, mais curiosos, a seguem apenas para ver o que vai acontecer. 

Como esperado, o começo é difícil. Ela tenta trabalhar mas não consegue, cai, se machuca mas não desiste e começa de novo e de novo após cada tropeço. João a ajuda, ela é frágil mas forte, Ku Yu  também começa a ajudar e ela segue firme e forte, terminando o dia  com um pequeno progresso. Tem início a história de XXX (um nome indígena pelo qual ela começa a ser chamada e que vai marcá-la para sempre). A notícia começa a correr pela região, aos poucos os trabalhadores começam a voltar e a fazenda vai retomando o ritmo normal de trabalho. Uma edição mostra os dias se seguindo; suas mãos agora calejadas como as dos demais trabalhadores e sua barriga crescendo ela está grávida. Terminamos com uma imagem do seringal cheio e em plena atividade porque ela sabe que tem um prazo para entregar o material.

7a Episódio

Os meses se passaram, o trabalho é duro, faltam alguns dias para a entrega mas a carga está quase completa. Irina, com nove meses de gravidez, movimenta-se pelos seringais trabalhando ativamente. Corta para o barco de João chegando, vemos as crianças que já sabem nadar muito bem indo em direção ao barco. Irina está esperando ansiosa por João, que se tornou uma referência para ela. Ele traz as novidades da cidade e pernoita na fazenda todas as vezes que ele passa por ali, a cada 15 dias. Irina já está falando português muito bem, além de falar o dialeto Tikuna. Ca Uam está sempre com ela e Ku Yu tornou-se seu braço direito. A fazenda está indo a mil, ela já pegou o jeito do negócio. A noite é de festa e termina com João e Irina conversando. Ela já sente dores e sabe que está chegando o dia.

Na manhã seguinte, quando eles estão se despedindo de João, uma outra embarcação se aproxima. É o barco de Antônio. João decide ficar e ver o que irá acontecer. Irina, muito educada, recebe Antônio e o convida para almoçar. Durante o almoço ele dirige-se a Irina mas fala  bem alto para que todos ouçam, e diz com seu jeito agressivo e sarcástico, que está impressionado com as histórias que tem ouvido sobre XXX, uma mulher de quem os índios estão falando muito, dizendo que ela é muito boa no que está fazendo. Não satisfeito, ele continua: “Confesso que pensei que ela iria se desfazer da fazenda, principalmente quando soubesse das promissórias...” Irina não sabe do que ele está falando mas pressente que está em perigo e fica assustada. Antônio não se faz de difícil e conta que seu marido assinara várias promissórias que venceriam em breve e que se não forem pagas, o banco tomará suas terras. Ele esclarece ainda que, na verdade, as terras ficarão com ele porque já tinha feito um acordo com o banco; caso ela não possa pagar, ele pagará e as terras serão dele.

Irina fica desesperada, não sabia nada sobre isso, pergunta quanto tempo tem para resolver a questão. Antônio, já saindo da casa, dá o golpe final: “se o seu marido não lhe contou... eu não vou contar; aliás, eu já falei demais...” Ele sai da casa falando para seu capataz que sempre o acompanha o que eles vão fazer com a casa e como vão mudar o local. Irina, em desespero, começa a buscar os documentos que Francesco havia deixado. João a ajuda a entender o que está escrito, mas todos são documentos da compra da fazenda e dos acordos comerciais com armazéns e compradores de látex. De repente, ela se lembra da pequena caixa que Francesco lhe entregara pouco antes de morrer sem explicar do que tratava e que ainda estava trancada mas não sabe onde guardou a chave.   João acha um jeito rápido para abri-la e Irina, cada vez mais nervosa começa e ter dores e contrações. Acham as notas promissórias do banco, Francesco havia feito um grande empréstimo para custear a sua fazenda que venceria em 20 dias e teriam que ser quitadas pelo legítimo proprietário das terras. Irina não sabe o que fazer. Já é início da noite, as dores aumentam e ela sabe que tem ainda muita coisa para arrumar antes de viajar para Manaus e 20 dias não são suficientes para terminar a extração do látex que já está vendido. As dores ficam insuportáveis, a bolsa estoura e a criança vai nascer. João chama Ca Uam que manda todos embora, pede água quente e entra no quarto com Irina. A noite é longa, ouve-se os gritos de Irina que são acompanhados de longe por João e Ku Yu. Às 3h da manhã, o choro de um bebê interrompe os gritos de sua mãe. João corre para saber como está Irina. Ela está bem e o bebê é uma menina. O Episódio termina com a felicidade do nascimento e o desespero com o problema das promissórias.

8a Episódio

Logo cedo vemos a cama de Irina com sangue e ela ainda cansada se levantando. Ca Uam corre para ajudá-la mas ela recusa a ajuda, pega a filha no colo, vai para a sala e manda chamar todos porque há muito trabalho por fazer. Ainda fraca, termina de amamentar sua filha, troca de roupa, coloca-a num berço improvisado com casca de tracajá e sai em direção à floresta. Ela sabe que tem apenas10 dias para embarcar e mais 10 para seguir ate Manaus e entregar o pedido aos compradores. João se compromete a ajudar e diz que ficará na fazenda até que carreguem seu barco com a encomenda e a entreguem em Manaus para ela receber pela venda, registrar seu nome no cartório da Capital como a nova proprietária e pagar as promissórias. 

Mais uma vez a história de XXX espalha-se entre os ribeirinhos e pelas tribos da região. Nos dias seguintes, o trabalho continua em ritmo cada vez mais acelerado para extrair o máximo possível de látex. A cada dia mais índios chegam pra ajudar. No final dos 10 dias eles conseguem carregar mais do que esperavam e Irina tem que tomar uma decisão muito difícil; levar ou não sua filha, Ana Pozdnyakova Montanari, na viagem a Manaus. Ela sabe que o bebê não aguentaria a longa viagem de barco e que na cidade não conseguiria cuidar dela. Pede então, numa cena emocionante, a Ara Ya, uma índia que tinha um bebê quase da mesma idade de Ana, para cuidar e alimentar a menina, enquanto ela estiver fora. Ara Ya aceita feliz iniciando assim um laço de amizade e irmandade que seguirá inabalável por gerações. 

O barco está abarrotado. Joao, Ku Yu e Irina embarcam numa batalha contra o tempo. No caminho encontram dificuldades (tempestades, piratas, bancos de areia) que quase afundam o barco, que está com  excesso de peso. O perigo é tanto que eles quase não dormem. Após muitas peripécias, conseguem chegar em Manaus, mas ainda falta registrar a carga, entregar a encomenda e receber o pagamento, vender o excesso produzido 

e ir ao cartório regularizar o documento de propriedade da fazenda para quitar as promissórias.

Uma sequência de acontecimentos quase põe tudo a perder. O banco está fechando quando chegam e Irina tem que esmurrar a porta para que abram mas ela consegue entrar, pagar suas promissórias e salvar suas terras. Os três saem em êxtase, estão muito felizes. Irina agora se sente completa; conseguiu realizar o sonho de Francesco. Eles se abraçam e nesse momento fica evidente que está nascendo uma relação que vai além da amizade, entre Irina e João. 

Ela quer festejar realizando o sonho de assistir a uma ópera e seguem os três para o teatro que está fechado mas João conhece o vigia que permite que eles entrem. No teatro vazio, Irina fala de sua paixão pela música e pela ópera, que aprendera com sua avó que a levava sempre para assistir esses espetáculos. Eles chegam a um grande salão do teatro, onde acontecem os grandes bailes. Irina pega na mão de João e começam a dançar. A câmera vai acompanhando os movimentos da dança e ouve-se o som de uma música que começa baixinho e vai aumentando até inundar a cena que se funde com imagens de 1922, passagem de tempo e vemos Irina, então com 40 anos, e João, vestidos com roupas finas estão dançando no salão onde há uma multidão em festa é dia de ópera. Terminada a dança, todos vão cumprimentar Irina e João, que são pessoas importantes na região.

O Governador Joaquim José Gusmão vem ao encontro de Irina. Uma conversa amena entre eles mostra o quanto ela é influente. Ele pergunta dos filhos de Irina, famosos pelo trabalho que desenvolvem em prol da floresta. Ela chama uma Jovem e dois rapazes e apresenta-os ao Governador. “Esses são meus filhos: Ana, Ti Kua e Francesco, com 27, 27 e 25 anos, respectivamente.” Com essa cena finalizamos a primeira temporada, e entendemos que Irina e João estão juntos, Francesco é filho de João e que Ti Kua é tratado como filho.

2ATEMPORADA ARGUMENTO

Na segunda temporada temos uma nova geração que comanda nossa historia, 

Ela inicia dentro de um grande barco descendo o rio Solimões, João e o capitão do barco e vemos os jovem brincando e conversando, Irina, esta do deck da frente olhando a paisagem, João se aproxima e vemos que o casal tem uma relação afetuosa.

Os 03 filhos chegam correndo e reclama de ter ido no baila, Ana  aparece com uma roupa de banho,  e diz a todos que vai esperar no píer de casa, sai correndo pula no rio e segue para um braço pequeno do rio, seu pai sai gritando para ela ter cuidado com as sucuris... E que tem muito poraquê nesse afluente... Ela ri do pai e sai nadando sozinha....

Os rapazes, pegam uma canoa e saem remando, tiram a roupa e ficam somente com uma roupa típica Tikuna, pegam alguns artefatos de pesca e  perguntam para os pais... O que vocês querem comer.... Hoje... Aruana ou tambaqui.... E somem dentro dos igarapés e afluentes...

Com isso temos uma  intenção de como segue essa família, Irina considera Ar Ya como uma irmã, e trata Ti Kua como filho.Neste dia Irina no final do dia vai mexer nas coisas da mãe, em uma caixa onde encontra fotos antigas dela e de seu pai, e começa e perguntar quem são essas pessoas.

Irina conta para eles a historia de Francesco ( pai ) ,  na Itália, vindo para o brasil, conta um pouco sobre o passado de João, e sua própria historia, que vem como retrospectiva, 

Quando eles pergunta de uma foto,  Irina diz que e de seus pais, seus olhos enchem de lagrimas, conta  que vieram para o brasil, mas que ela nunca conseguir saber onde eles estavam. Ana fica muito curiosa e pergunta mais sobre isso, e quer saber porque eles não podem procurar onde eles estão...

Irina se espanta e diz como assim, Ana insiste e diz que ela pode procura-los, e que não e difícil de achar, a foto e de São Paulo, e deve ter registro da chegada deles e de onde eles foram, na foto vemos o nome de uma companhia  e a carta foi postada em São Paulo.Irina fala que já é tarde e que todos devem dormir.

Os três filhos vão para a varanda e conversam e combinam que juntos vão achar seus avos.

No outro dia, eles comunicam a todos que estão indo para São Paulo.

Irina não aceita e diz que eles não estão preparados para sair sozinhos pelo mundo,.

Ana então pergunta se ela estava preparada quando veio sozinha para o brasil.

João, fica preocupado mas abe que eles cresceram, e como estão todos juntos, poderá ser uma boa experiência.

João fala que conhece algumas pessoas em São Paulo, pega o nome de Carlos Augusto de Andrade, uma pessoa muito boa que poderia ajuda-los.A aventura deles segue com destino a São Paulo, 03 jovens para um novo mundo desconhecido.Chegando em são Paulo conhecem Carlos Augusto, que os apresenta para seu filho, Mario de Andrade, vivem experiências novas e conhecem pessoas como Tarsila do Amaral e principalmente Menotti del Picchia que os ajuda a achar os dados de seus avos.

A relação dos jovem com esse mundo novo causa alguns tumultos, mas depois de alguns problemas eles seguem para ponta grossa, região das araucárias, em busca de sua família.

Terminamos a segunda temporada depois de muitos problemas, e em uma cidade pequena onde  temos o reencontro de Irina e seus pais, que agora também tem uma nova família,  Eles perderam contato com a Rússia e suas cartas nunca chegaram, não sabiam como contatar Irina, e temos a reunião de duas novas famílias.Terminamos com uma grande festa, onde pulamos para 1930.

3ATEMPORADA ARGUMENTO

 

Na terceira temporada vamos abordar o pós crash da bolsa de Nova Iorque, o ciclo da borracha havia acabado, e o pais entrava em uma grande crise.

Irina e João estão em uma situação difícil,  Ana e os irmão, sabem que devem tomar uma decisão. 

Eles decidem criar um grande parque de preservação onde suas terrar estão a salvo e deixam que os índios Tikuna cuidem de suas terras e que possam seguir vivendo como sempre viveram em comunhão com a natureza,  Ku Yu agora chefe da tribos, reuni as tribos de varias regiões, e oferece espaços para que eles vivam em segurança e sem a ameaça de outros povos.

João que tinha uma companhia de barcos a vapor, vende e  com o que eles tinham guardado resolvem viver mais uma grande aventura, 

Junto com alguns índios Tikuna, sua irmã Aru Ya,  seguem para uma nova empreitada, migram para o norte do paraná para desbravar uma nova riqueza  nessa região, o café, compraram terras da companhia de terras do norte do Paraná e seguem para a região de Ibiporã, na margem do rio Tibagi, um mundo novo, imigrantes ingleses, e japoneses, todos seguindo para esta nova terra,  ali eles estão perto de seus parentes, que moravam a alguns quilômetros dali. Temos uma nova saga começando onde a nova geração ira desbravar a terra das aburacarias e das arapongas.

Todos estão atrás do ouro verde ( café )

Fim

•A Serie “IMIGRANTES”   será dividida em 08 episódios de 50 minutos cada e Filmada em 4K. 

•As Filmagens serão feitas em Alta Floresta Mato Groso do Norte, Manaus, São Paulo, Saint Petersburgo - Rússia.

•Roteiro desenvolvido na forma de uma Épico de ação, drama e romance, utilizando uma linguagem moderna visando o mercado nacional e internacional. 

•Elenco Nacional e com participações de índios da Etnia TIKUNA e de Atores Internacionais.

•Idioma principal Português,  TIKUNA, Italiano, 

•Pré Produção de 06 meses

•Filmagens dos 08 episódios em 07 meses.

•Pôs Produção e finalizações 06 meses.